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segunda-feira, 8 de maio de 2017

VIDA DE SANTA IRENE

Em Salônica, na Macedônia, agora na Grécia, Santa Irene, virgem e mártir, que ignorou o decreto de Diocleciano que proibia manter escondidos os livros sagrados, foi levada para um lupanar e em seguida queimada na fogueira por ordem do governador Dulcério, o qual já infringira o martírio às suas irmãs Ágape e Quiônia.

 

     Irene nasceu, segundo alegam as legendas, no século IV, época do imperador romano Diocleciano, considerado o mais sanguinário perseguidor dos cristãos, e que"proibia que as pessoas portassem ou guardassem escritos que pregassem o Cristianismo". Todos os livros "deveriam ser entregues às autoridades para serem queimados”. Irene, ainda jovem, junto com suas irmãs, Ágape (Amor) e Quiônia (Pureza), pertenciam a uma família pagã da Tessalônica, mas elas se converteram e possuíam vários livros da Sagrada Escritura, e passaram a pregar o Cristianismo.

     O martírio destas três jovens irmãs é contado em um documento que é uma versão um pouco ampliada de testemunhos genuínos.

     As três irmãs foram denunciadas e, em sua casa "foram encontrados vários livros cristãos”, por isso passaram a ser "perseguidas, e deveriam ser levadas ao interrogatório diante do governador da Macedônia, Dulcério". Deveriam, como os demais cristãos, submeter-se ao "intenso interrogatório, para renegar a fé em Cristo". E só se salvariam se idolatrassem os falsos deuses, oferecendo "publicamente comida e incenso a eles, e queimando os seus livros". Quando os cristãos se negavam a renunciar a sua fé, "geralmente eram queimados vivos, junto com as Escrituras Sagradas".

     Ágape e Quiônia foram encontradas antes. Presas e interrogadas, negaram-se a adorar os falsos deuses e confirmaram sua fé. As jovens foram levadas diante do governador da Macedônia, Dulcério, sob a acusação de terem recusado comer alimentos que tinham sido oferecidos em sacrifício aos deuses. Quando o governador perguntou onde tinham aprendido ideias tão estranhas, Quiônia respondeu: "De Nosso Senhor Jesus Cristo", e novamente ela e Ágape recusaram-se a comer o alimento e, por causa disso, foram queimadas vivas. O Martirológio Romano as reverencia dois dias antes.

     Entretanto, Irene, que havia escondido grande parte dos livros cristãos em sua casa, conseguiu "fugir para as montanhas, mas foi encontrada no dia do martírio das suas irmãs, levada a um prostíbulo para ser violada e, depois, presa". Lá, porém, "por uma graça, ninguém a tocou". Irene foi, então, "submetida a interrogatório, manteve-se firme em sua profissão de fé". Condenada pelo governador Dulcério, foi entregue aos carrascos, "que lhe tiraram a roupa, expuseram-na à vergonha pública e depois também a queimaram viva".

     Outras três mulheres e um homem foram julgados junto com estas mártires; uma das mulheres foi enviada de volta para a prisão porque estava grávida. Não é relatado o que aconteceu com eles.

     O culto a Santa Irene ainda é muito intenso no Oriente e no Ocidente, e se perpetuou até os nossos dias pelo seu lendário "exemplo de santa mártir", bem como pela tradição de seu nome, que em grego significa "paz", e é muito difundido em todo o planeta, principalmente entre os povos cristãos.

     A festa de Santa Irene acontece em 5 de abril, dia em que recebeu a palma do martírio pela fé em Cristo, no ano 304.

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